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Fundador Escutismo
 

 

 

 

 

Fraternidade de Nuno Álvares - Escuteiros Adultos

 

Sem alteração, ao abrigo dos novos estatutos e regulamentos

 

Quem Somos?

 

A Fraternidade de Nuno Álvares, adiante designada abreviadamente por FNA, é: uma Associação privada de fiéis que goza de personalidade jurídica, de âmbito Nacional, sem fins lucrativos, que se rege pelos Estatutos e pelas normas canónicas vigentes, constituída por antigos filiados do Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Escutismo Católico Português, que deixaram o ativo nesta Associação ou qualquer outra a associação que lhe venha a suceder.

A Associação coloca-se sob proteção de S. Nuno de Santa Maria, seu Patrono, e toma-o por exemplo de Fé, Humildade, Espírito de Serviço e Abnegação, para ser seguido por todos os seus Associados.

 

 

Fins

 

A FNA tem por fins:

 

a) Desenvolver junto dos seus Associados a prática de Escutismo Adulto, à luz da Lei e dos Princípios do Escutismo Católico;

b) Manter vivo o ideal escutista, na vivência da Fé e do Humanismo Cristão, no serviço voluntário ao próximo, bem como na proteção da Natureza e do meio Ambiente;

c)  Promover a amizade escutista universal.

 

 

Opção Católica

 

A FNA afirma-se como Movimento da Igreja Católica.

A FNA deverá ter um Presbítero Assistente, quer a nível Nacional, Regional e de Núcleo.

 

 

Independência da FNA

 

A FNA é independente de qualquer ideologia política ou partidária e do poder constituído.

 

 

 

Escutismo Adulto Internacional

 

A FNA é membro de pleno direito da ISGF – International Scout and Guide Fellowship – a Fraternidade Internacional de Escuteiros e Guias Adultos.

 

 

Divisa

 

"Alerta para Servir" - A FNA escolheu para os seus Associados esta divisa de forma a que seja sempre um apelo permanente para cumprir os seus deveres e ajudar os seus semelhantes em todas as circunstâncias.

 

Lema

 

"Uma vez Escuteiro - para sempre Escuteiro" - O lema escolhido pela FNA é um preceito que revela o verdadeiro espírito escutista, universalmente usado.

 

Patrono

 

"S. Nuno de Santa Maria" - Esta figura inesquecível foi escolhida para patrono da FNA como o melhor exemplo de ideal para os Escuteiros Adultos, tanto como homem, herói e Santo.

 

Estruturas

 

Para atingir mais facilmente os seus fins, está organizada; a nível Nacional, Regional e Núcleos, estrutura básica da FNA. (ver em documentos)

 

Quotização

 

É um "dever" o pagamento anual da quota regulamentar, condição indispensável para que um associado possa ser considerado como tal, para que possa ser considerado no "pleno uso dos seus direitos.

 

CONDIÇÕES PARA SER ASSOCIADO DA FNA

 

Só podem ser Associados da FNA todos aqueles que, cumulativamente, reúnam as seguintes condições:

 

a)    Tenham feito “Promessa Escutista”, no CNE;

b)    Não sejam membros do CNE e já tenham completado vinte e dois anos de idade;

c)    Não estejam abrangidos pelos efeitos de sanções disciplinares de órgãos escutistas;

d)    Professem a religião católica e cumpram as normas e orientações da Igreja;

e)    Mantenham fidelidade à Lei, Princípios e Promessa Escutista;

f)      Se comprometam em cumprir os Estatutos e Regulamentos da FNA.

 

A FNA aceita como Associados, escuteiros que tenham Promessa/Compromisso em Associações Escutistas Católicas estrangeiras.

 

Direitos dos Associados

 

São direitos dos Associados:

 

a)    Usufruir das regalias que a FNA possa vir a proporcionar;

b)    Participar nas atividades que a FNA organize;

c)     Intervir e votar nas reuniões e conselhos, onde por direito próprio o possam fazer;

d)    Eleger e ser eleito ou nomeado, para os órgãos da FNA;

e)    Recorrer de processo disciplinar por ordem hierárquica;

f)      Utilizar os serviços do Espaço FNA;

g)    Receber o Órgão Oficial;

h)    Possuir o Cartão de Associado;

i)      Usar o uniforme e distintivos.

 

Deveres dos Associados

 

Os deveres dos Associados são:

 

a)    Contribuir para o prestígio e expansão da FNA;

b)    Participar ativamente nas ações promovidas pela FNA;

c)   Liquidar a quotização estabelecida anualmente pela Associação, a nível Nacional, Regional e de Núcleo;

d)    Desempenhar da melhor forma, os cargos para os quais tenha sido eleito e as funções para que tenha sido nomeado.

 

 

 

 

Princípios do Escuta

 

1 - O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a sua vida
2 - O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão
3 - O dever do Escuta começa em casa
 

Lei do Escuta

 

1 - A Honra do Escuta inspira confiança
2 - O Escuta é Leal
3 - O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa ação
4 - O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas
5 - O Escuta é delicado e respeitador
6 - O Escuta protege as plantas e os animais
7 - O Escuta é obediente
8 - O Escuta tem sempre boa disposição de espírito
9 - O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio
10 - O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas ações

 

Promessa na FNA

 

Prometo, pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por:
Cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria;
Auxiliar o meu semelhante em todas as circunstâncias;
Obedecer à Lei do Escuta;
E ainda, cumprir fielmente os Estatutos e Regulamentos da FNA;

 

 

 

História da FNA

 

É difícil resumir em poucas linhas a história de uma Associação Escutista, com mais de cinquenta anos, como é a Fraternidade de Nuno Álvares - FNA. Por isso, iremos assinalar apenas, os marcos mais importantes que ao longo dos anos os seus Associados foram desenvolvendo por todo o País. Para facilitar esse trabalho, dividimos este documento em períodos de anos nos quais os principais factos foram acontecendo.

 

1939 a 1954

 

Foi no dia 21 de maio de 1939 que se realizou uma grande confraternização de “antigos” Escutas, no Sameiro, Região de Braga, chamando aí inúmeros adultos, que recordaram com saudade os tempos já passados, não regateando louvores ao Escutismo onde militaram. Organizada pelo Clã de Nuno Álvares, de Braga, a confraternização terminou ouvindo-se grandes apelos aos “antigos” que se organizassem para ajudarem o CNE. Nesse sentido e após aprovação em Conselho Nacional do CNE, realizado em 1939, é criada a UAE – União dos Antigos Escutas, publicada posteriormente em “Atos Oficiais”, nas Ordens de Serviço Nacional N.º 44 de 16 de Fevereiro e N.º 49 de 16 de junho, ambas de 1939. Esta Associação apareceu sem autonomia e independência, como uma nova Secção Escutista, sob a Direção dos Comissários Gerais do CNE, a todos os níveis. Por estes e outros motivos a ideia não vingou e foi desaparecendo pouco a pouco, sem nunca atingir os objetivos para que tinha sido criada.

 

1955 a 1973

 

Em 1955, e após profunda reflexão sobre o fracasso da UAE a Junta Central do CNE resolveu, aproveitando a revisão dos Estatutos e Regulamentos, criar a Fraternidade de Nuno Álvares - FNA. Com a publicação do Guia do Corpo Nacional de Escutas, em 27 de maio de 1955, é publicada a definição e regulação, dedicando-lhe uma parte do Regulamento Geral (VII, Páginas 80 e 81) para apresentarem os objetivos, generalidades e organização. É anunciada como Associação autónoma, com o objetivo de os manter unidos por um elo de fraternidade aos Princípios do Escutismo Católico, todos os elementos que, por condições particulares da sua vida, não possam continuar em atividade na Associação. São apresentadas, ainda, as finalidades concretas da FNA, bem como a sua ligação com o CNE, e a autorização para o uso do uniforme. Aqui e ali vão surgindo Núcleos de “antigos” uns, porventura mais disponíveis que outros, auxiliando fundamentalmente os serviços locais, regionais e nacionais, para que o CNE não parasse a sua ação educativa. Simultaneamente, dentro das suas possibilidades, apoiavam a Igreja e as suas comunidades. Naturalmente, algumas Regiões foram-se organizando e promovendo atividades para os seus Associados e familiares.

 

1974 a 1978

 

Com a democratização do 25 de abril de 1974, viveu-se um período de certa instabilidade associativa no CNE, o que levou ao afastamento de vários dos seus dirigentes. Em 1976, um grupo de “antigos” dirigentes da Região de Lisboa, agrupou-se com o fim de organizar a FNA a nível Nacional. Esse grupo denominado “Equipa de Arranque”, foi constituído pelos seguintes elementos: Narciso Elias, Eduardo Almeida, Augusto Botelho, José Gama, José Torres, João Parente, Armando Mourinho, António Jesus e pelo CNE como elemento de ligação, o Chefe Gonçalves Rodrigues. Além de procurar estabelecer contactos com todos os Núcleos e Regiões já existentes, as suas principais finalidades eram elaborar os primeiros Estatutos da FNA e proceder às primeiras eleições a nível Nacional. Aproveitando a realização do Acampamento Nacional do CNE, que decorreu de 5 a 13 de agosto de 1978, em Ílhavo, Região de Aveiro, ocupando um subcampo autónomo, ali se realizou o 1.º ACANAC da FNA, com a presença de cerca de uma centena de Associados, que se reuniam diariamente em Conselho Nacional, para discutirem e votarem, artigo a artigo, os Estatutos da FNA. Por fim procederam às eleições, tendo sido eleitos para Presidente da Mesa do Conselho Nacional, D. Paulo de Queirós e Lencastre e para Presidente da Direção Nacional, Narciso Teófilo Pires Elias.

 

1979 a 1999

 

Durante estes anos a FNA começou a crescer e a desenvolver-se. As Regiões e os Núcleos passaram a considerar a existência dos órgãos Nacionais. Realizaram-se dois Acampamentos Nacionais: em 1981, o 2.º ACANAC no Campo de S. Jorge - Aljubarrota, Região de Leiria, onde decorreu parte do Conselho Nacional que tivera o seu início no Porto em 1980. Durante a sessão foi eleita para a área feminina uma Vice-Presidente da Direção Nacional; e o 3.º ACANAC em 1983, na Quinta de Santo António – Calhariz – Sesimbra, Região de Setúbal, durante o XVI Acampamento Nacional do CNE, que constituíram marcos sempre importantes na vida associativa. Em 1996, foram aprovados novos Estatutos e homologados pela Conferência Episcopal, aquando da sua Assembleia Plenária de novembro de 1997. Decorreram vários Conselhos Nacionais, com destaque para o de 1999, que elegeu a nível Nacional para Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Artur Matos Xavier Forte, para Presidente da Direção Nacional, Manuel António Velez da Costa e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Narciso Teófilo Pires Elias. Promovido pela Região de Braga, realizou-se um grande encontro nacional, que decorreu na Quinta do Santoinho. Passou também anualmente a serem comemorados os nossos patronos: S. Jorge (23 de abril) e S. Nuno (6 de novembro), assim como o dia do nosso Fundador (22 de fevereiro). Muitos outros acontecimentos importantes decorreram durante este período.

 

2000 a 2009

 

Este foi até agora e período de maior desenvolvimento e modernização da FNA. Com a morte súbita do Presidente da Direção Nacional, Manuel António Velez da Costa, o Conselho Nacional designou o Associado José dos Santos Gama, para Coordenador Nacional, funções essas que terminaram com a eleição em 2003 dos novos órgãos Nacionais: Artur Matos Xavier Forte, Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Vítor Manuel de Oliveira Faria, Presidente da Direção Nacional e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Nuno Maria Antunes Areias Cunha. Em 2003, após adesão ao Comité Português da Amizade dos Antigos Escuteiros e Guias – AEG, a FNA é integrada na ISGF – International Scout and Guide Fellowship, a Fraternidade Internacional dos Escuteiros e Guias Adultos, aceitando plenamente a sua Constituição e Regulamentos e passando desde esse momento a usar no uniforme a insígnia internacional, assim como nas diversas atividades a sua bandeira. Criaram-se Encontros Nacionais com as Direções Regionais e Direções de Núcleos isolados, tais como: em outubro de 2003 em S. Jacinto; em setembro de 2004 nas Penhas Douradas e em setembro de 2005 em Abrantes. Realizaram-se em 2003, o 4.º ACANAC em Mangualde, Região de Viseu, onde alguns irmãos espanhóis participaram; em 2006 o 5.º ACANAC e o 1.º Jamboree em S. Jacinto, Região de Aveiro, dado estarem presentes elementos da Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, França, Holanda e a presença da Presidente da Fellowship, Martine Levy; em 2009 o 6.º ACANAC e o 2.º Jamboree em Sintra, Região de Lisboa, de novo com a presença de muitos estrangeiros. Foi criado o Órgão Oficial, denominado inicialmente como “Notícias da FNA” e depois por “Compasso”. Anualmente um ou dois grandes acontecimentos foram realizados com destaque: Em 2004 – A Peregrinação Nacional a Fátima, jornada que terminou com a Consagração da FNA a Nossa Senhora de Fátima. Para assinalar as comemorações dos 50 anos da FNA, foi-nos concedida por sua Santidade, o Papa João Paulo II, a Bênção Apostólica. Em 2005 – Para assinalar os 50 anos da Associação foram realizados diversos Fóruns regionais e inter-regionais, terminando com o Fórum Nacional, que decorreu no Seminário do Vilar, na Região do Porto, onde, das conclusões apresentadas saiu um documento sobre a estratégia da FNA para 2010. Em 2007 - Em virtude dos anteriores órgãos terem terminado o seu mandato, realizaram-se novas eleições, tendo sido eleitos: Artur Matos Xavier Forte, Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Vítor Manuel de Oliveira Faria, Presidente da Direção Nacional e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Manuel Tomás Teixeira da Silva. Foi também um ano de festa para todo o mundo escutista, ao celebrar o primeiro centenário do Escutismo; a FNA participou na “Operação da Chama do Centenário”, iniciada no Quénia, junto ao túmulo de B-P e concluída na Inglaterra (Ilha de Brownsea). De França saiu uma chama rumo a Portugal, transportada por membros da FNA, terminando a sua viagem no Acampamento Nacional do CNE, realizado em Idanha-a-Nova, Região de Portalegre e Castelo Branco. 2009 – Devido à demissão do Presidente da Direção Nacional antes do termo do seu mandato, houve a necessidade de provocar novas eleições para aquele órgão. Devido a esta situação e para causar menos perturbação à Associação, os Presidentes dos outros órgãos Nacionais decidiram, também, demitirem-se dos seus cargos, para que assim se realizassem eleições para estes órgãos. No Conselho Nacional de abril de 2009 é confirmada esta demissão, mantendo-se em exercício de funções até às novas eleições a Mesa do Conselho Nacional e a Comissão Fiscalizadora Nacional, tendo sido nomeado Coordenador Nacional, o Associado Jorge Manuel Caria Lopes Cardoso. Este ano ficou ainda marcado pela canonização do Patrono da FNA, S. Nuno de Santa Maria, que ocorreu em 26 de abril, em Roma, por sua Santidade o Papa Bento XVI, onde a FNA esteve presente. Ainda dentro dessa festa a FNA fez-se representar numa grande exposição coletiva, promovida pelo Exército Português, realizada em Mafra. Desde sempre a FNA procurou participar ativamente no Jamboree do Ar (Jota/Joti) atividade que reúne o maior número de Escuteiros de todo o mundo. A nível internacional a FNA começou a aparecer e a intervir (Noruega, Itália, Áustria…) o que levou à realização do XII Encontro Mediterrânico – (MED) sob a égide da ISGF, em Portugal, que decorreu em Tavira, Região do Algarve, organizado pela AEG, com a presença da: Arábia Saudita, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Egipto, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Jordânia, Líbia, Liechtenstein, Marrocos, Reino Unido, Suíça e Portugal. Estas e muitas outras atividades a nível Nacional foram enriquecidas com as ações promovidas pelas Direções Regional e de Núcleo. Juntamente com todas estas ações os serviços foram informatizados com a criação de uma base de dados, efetuadas experiências positivas na área da formação, melhorada a imagem da Associação, o funcionamento das Comissões Fiscalizadoras a todos os níveis, criação e atualizações do site na NET e criados diversos blogs, etc. Terminou este ano com a eleição e a tomada de posse dos órgãos Nacionais: Artur Matos Xavier Forte, Presidente da Mesa do Conselho Nacional, Jorge Manuel Caria Lopes Cardoso, Presidente da Direção Nacional e para Presidente da Comissão Fiscalizadora Nacional, Maria Teresa Pinto de Sousa. Por tudo o que aqui ficou relatado ao longo deste tempo, a FNA foi sempre procurando encontrar o seu espaço, onde os seus Associados se realizem totalmente. Esse desejo foi concretizado com a denominação do ESCUTISMO ADULTO. «A verdade é que uma Associação sem passado, decerto que não terá grande futuro».

 

 

No Verão de 1978 realizou o I Acampamento Nacional, em Ílhavo, Aveiro.

 

No Verão de 1981 realizou o II Acampamento Nacional, no Campo de S. Jorge - Aljubarrota, Leiria.

 

No Verão de 1983 realizou o III Acampamento Nacional, na Quinta de Santo António, Calhariz, Sesimbra.

 

 

 

 

 

Em 2003, após adesão ao Comité Português da Amizade dos Antigos Escuteiros e Guias (AEG), a FNA é integrada na ISGF - International Scout and Guide Fellowship, a Fraternidade Internacional dos Escuteiros e Guias Adultos. ver

 

 

No Verão de 2003 realizou o IV Acampamento Nacional, em Mangualde, organizado pela Região de Viseu. ver

 

 

 

 

Em 2004 realizou a Peregrinação Nacional a Fátima, que terminou com a Consagração da FNA a Nossa Senhora de Fátima, sendo o início das comemorações dos 50 anos. ver

 

 

Para assinalar as comemorações dos 50 anos da FNA, foi-nos concedida por sua Santidade, o Papa João Paulo II, a Bênção Apostólica. ver

 

 

 

 

No dia 19 de novembro de 2005, para assinalar os 50 anos da Associação foram realizados “Fóruns” por todo o pais, para aprofundar o saber “Para que serve a Fraternidade”, culminando  no “Fórum Nacional” realizado no Porto, de onde saiu o “Plano Estratégico até 2010”.

 

No dia 26 de março de 2006, a FNA participa na Peregrinação a Fátima, organizada pelo CNE, dando início às comemorações do Centenário da Fundação do Escutismo no mundo.

 

 

No verão de 2006, realizou o V Acampamento Nacional, em São Jacinto, Aveiro, organizado pela Região do Porto. ver

 

 

No ano de 2007 milhões de Escuteiros da maior parte dos países e das culturas do mundo aderiram à Promessa e à Lei do Escuteiro, comemorando o Centenário do Escu(o)tismo 1907-2007 e os 150 anos do nascimento de Baden-Powell 1857-2007.Bento XVI deu graças pelos cem anos da fundação do Escutismo. ver

 

 

Durante o ano de 2007, e no âmbito das comemorações do Centenário do Escutismo, a FNA foi responsável por trazer até Portugal o projeto Chama do Centenário, em parceria com o CNE. ver

 

 

No dia 26 de abril de 2009 foi canonizado S. Nuno de Santa Maria, pelo Papa Bento XVI em Roma e a FNA esteve lá representada. ver

 

 

No verão de 2009, realizou o VI Acampamento Nacional, em Sintra, organizado pela Região de Lisboa. ver

 

 

No verão de 2009, a FNA expõe na Escola Prática de Infantaria de Mafra, falando sobre a Associação e S. Nuno. ver

 

 

Em outubro de 2009, o Comité Português de Antigos Escuteiros e Guias - AEG, de que a FNA faz parte, organiza em Portugal, o XIII Encontro Mediterrânico da AISG –Associação Mundial de Antigos Escoteiros e Guias, que teve lugar em Tavira. ver

 

 

No dia 25 de abril de 2010 comemorou o primeiro aniversário da canonização de S. Nuno em Cernache do Bonjardim. ver

 

 

A FNA viveu mais um momento na sua história, nos dias 23 e 24 de outubro de

2010, em Almada, ao organizar o primeiro curso de formadores. ver

 

 

No dia 22 de outubro de 2011, realizaram-se as Jornadas da FNA, em Aveiro, sobre o tema "ESCUTISMO ADULTO - ANO DA AFIRMAÇÃO", para o qual foram apresentados painéis e discutidos os assuntos abordados numa plateia de 220 associados. ver

 

 

No verão de 2012, realizou o VII Acampamento Nacional, em Guimarães, organizado pela Região de Braga, que contou com a maior participação de sempre. ver

 

 

Nos dias 24 e 25 de maio de 2014, a FNA comemorou no Sameiro em Braga o

75º Aniversário do primeiro encontro da "União dos Antigos Escutas". ver

 

 

No verão de 2015, realizou o VIII Acampamento Nacional, no CEADA-Centro Ambiental da Arrábida, organizado pela Região de Setúbal. ver

 

 

Durante o ano de 2015, realizou-se as comemorações dos 60 anos da associação,

nesse sentido a imagem peregrina de S. Nuno de Santa Maria passou pelas

Regiões e por diversos Núcleos onde foram realizadas homenagens. ver

 

 

Nos dias 19 e 20 de novembro de 2016, realizaram-se no Porto as Jornadas,

sobre o tema "METODOLOGIA DA FNA". ver

 

 

S. Nuno de Santa Maria - Patrono da FNA

 

 

Zoom

6 de novembro, dia de S. Nuno

 

À Fraternidade de Nuno Álvares, associação dos antigos filiados do CNE, foi-lhes indicado como Patrono a figura notável e imortal de um ser humano que se destacou ao longo de toda a sua vida, por defender os valores em que acreditava e em que muito se aproxima dos princípios que os Escuteiros Adultos, querem fazer todo o possível por cumprir. Essa figura foi: D. NUNO ÁLVARES PEREIRA. É nesse contexto e com esta personagem em que podemos assentar toda a nossa mística, nas suas três grandes dimensões.


Primeiro, devemos vê-lo como HOMEM, que desde o seu nascimento, pela educação que recebeu no seio da sua  família e dos mestres que teve, e ainda pela sua juventude cheia de movimento e aventuras, vivida ao ar livre, muito  ajudou a formar o seu firme carácter. Devemos refletir que este jovem aos 13 anos foi admitido na corte e posteriormente armado cavaleiro, primeiro como pajem da Rainha onde foi completando a sua formação e mais tarde como um militar audaz e valente. Já investido e inspirado nas figuras reais ou fictícias como do Rei Artur e dos seus companheiros da Távola Redonda, escolheu o seu pendão e junto dele foi reunindo um grupo de fiéis soldados, que foi formando à sua maneira. Em paralelo, acompanhou a sua vida levando uma vida profundamente cristã, tanto como praticante como pelo exemplo dado.


Segundo, devemos admirar a sua vertente de HERÓI, que o foi valorosamente com feitos importantes e inesquecíveis, que passaram pelas encostas de Lisboa, os campos dos Atoleiros, Aljubarrota, Valverde, chegando até às terras de Ceuta, em África. É este exemplo que todos desejamos imitar ainda hoje. Não desejamos ser uns meros heróis de capa e espada nem tão pouco da banda desenhada ou do cinema. Queremos, sim, ser heróis comuns na vida do dia a dia: o herói que arrisca a vida quando se senta ao volante do carro para ir trabalhar ou levar os filhos à escola ou mesmo quando viaja de avião ou navio em serviço ou de férias. Queremos ser o herói que luta pela sobrevivência, para criar a família e educar os filhos. Queremos ser o herói que enfrenta o egoísmo, a vaidade, a corrupção, a falta de lealdade, a inveja… tanto no escritório, na fábrica, na loja…como junto dos amigos ou meramente conhecidos. Nuno indica-nos o caminho como um líder, um chefe, um comandante e não como um indivíduo amorfo ou estático, perante as dificuldades que surgem constantemente na vida. Valente e não cobarde, animado e alegre e não enfadonho ou triste. Sigamos, pois, o seu exemplo.

 

Terceiro, inspira-nos ainda como SANTO, para chegar à santidade, objetivo final de qualquer cristão. Não devemos esquecer a mensagem do Papa João Paulo II, quando nos apelou: “não tenham medo de ser santos”. S. Nuno ofereceu-nos, permanentemente, exemplos positivos, tais como: de solidariedade, principalmente com os mais pobres; de humildade revelada pelo abandono e doação da sua imensa fortuna, só equiparada ao do próprio rei; a suavidade e a doçura pela vida pura que levou, quando escolheu a Ordem dos Carmelitas, onde trocou as ricas vestes e luzidia armadura, por um burel castanho de simples monge. Era assim que desejava viver em profundo recolhimento os seus últimos anos de vida, como servidor de Deus e fazendo o bem. Assim, a população de Lisboa, logo começou a saudá-lo como Santo Condestável.

 

Por analogia podemos comparar partes da sua vida com a de um verdadeiro Escuteiro. Começou como escudeiro da Rainha e, ainda, muito novo teve que fazer as “provas de admissão” que na época eram normais: comportamento na corte, etiqueta nas refeições, domínio das armas, treino constante de equitação, gosto pela leitura e muitas outras provas. Depois de ultrapassadas com sucesso, foi aprovado e investido como cavaleiro, aceitando voluntariamente as suas leis e as do reino. De véspera ficou toda a noite em meditação e oração, a que chamamos Velada de Armas. Na manhã seguinte, foi-lhe vestido o arnês, recebeu as esporas, o elmo e por último recebeu a espada, seguindo-se o ritual do juramento. Como madrinha teve a própria Rainha. Todo este cerimonial leva-nos a comparar com a nossa Velada de Armas ou Vigília de Oração e com a Promessa, quando o Escuteiro já uniformizado e após a Promessa, recebe do Assistente o lenço e da madrinha o chapéu ou o “beret” e por fim do chefe que o saúda-o e cumprimenta, entrega-lhe a vara.

 

Todo o seu apoio e ajuda foi dedicado ao Mestre de Avis, mais tarde D. João I, a quem D. Nuno prometeu fidelidade e respeito, e pelo seu mérito pessoal levou-o a alcançar o comando supremo do exército português, sendo designado aos 25 anos Condestável de Portugal. É o caminho exemplar de um bom Escuteiro que vai conquistando, ano após ano, as várias etapas de progresso, competências, especialidades, prémios, até vir a alcançar a honra de ser designado Cavaleiro da Pátria.

 

É este o nosso ideal, que transforma uma simples boa ação em atos profundos de solidariedade até mesmo de abnegação, por vezes com risco da própria vida. Nessa galaria encontram-se imensos escuteiros heróis, por todo mundo. É esta a nossa mística, que por um lado tem como cenário os campos de batalha e por outro lado as lajes do Convento do Carmo, em Lisboa, onde S. Nuno de Santa Maria veio a morrer em paz. Os seus restos mortais encontram-se atualmente na Igreja de São Condestável, também em Lisboa.

 

Quando alguém vos perguntar: Qual é a mística da FNA? Contem-lhes esta história, à vossa maneira, não esquecendo de chamar à atenção que ninguém cumpriu melhor os seus deveres para com Deus, o Igreja e a Pátria que Nuno Álvares. Ele foi um bom cidadão e filho de Portugal, lutando sempre pela sua independência e a liberdade da Pátria. Foi, também, um bom filho, marido e um esforçado pai, o que muito nos orgulha ter como Patrono e modelo da nossa Associação.

 

São Nuno de Santa Maria, foi canonizado em Roma, em 25 de abril de 2009, por sua Santidade o Papa Bento XVI, e é celebrado liturgicamente no dia 6 de novembro. Este texto não tem a pretensão de ser uma bibliografia sobre D. Nuno Álvares Pereira, nem mesmo com a designação de S. Nuno de Santa Maria, mas aconselhamos a quem desejar conhecer melhor a sua vida a consultarem algumas das muitas obras existentes sobre esta gloriosa figura.

 

 

 

Biografia de São Nuno de Santa Maria

 

 (1360 – 1431)

 

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

 

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

 

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

 

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria a sua terna Padroeira que sempre venerou, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

 

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

 

Mas, embora a fama de santidade de Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci, então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.

 

As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.

 

O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respetivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de abril de 2009.

 

Fraternidade de Nuno Álvares - Direção Regional do Porto